30 agosto 2006

Arte Xamânica

Muitos pesquisadores acreditam que a arte tem suas raízes no Xamanismo e que sua função original era ilustrar o poder. Encontra-se a arte xamânica nas paredes de cavernas paleolíticas ou em um chocalho recentemente pintado. A arte xamânica não é um mero ornamento e sim ilustra a inspiração dos espíritos fornecendo mapas do universo.

Os símbolos nos dão explicações essenciais de nosso ser e do mundo. São escritas secretas que poucos iniciados conhecem. O interessante é que certos símbolos são similares entre todos os povos. Eles conduzem à reflexão do pensamento humano. Os símbolos estão presentes em todos os processos mágico-religiosos. Nos amuletos, talismãs, fetiches, instrumentos de poder, estátuas, quadros, pontos mandalas, mosaicos, formas geométricas, etc.

Os símbolos, as imagens estabelecem uma ponte entre os mundos ordinário e extraordinário. Servem para fins curativos, expansão da consciência, equilíbrio psicológico, meditações. São representações das formas criadoras do astral, produto da psique arquetípica. Os simbolos não só proporcionam a visualização, mas sim a re-experiência do que ele simboliza. Há um pensamento xamânico que diz que as artes são como preces silenciosas. Podemos perceber essa arte nos rituais, nas canções, nas danças, nos trajes, nos instrumentos, na medicina, etc.

Fonte: www.xamanismo.com.br

Cachimbos

Cachimbos para cura, orações, rituais sagrados.
[clique nas fotos para ver maior]

Modelo 40cm, com fornilho de osso trabalhado à mão.

Modelo medio 40cm, fornilho de osso grande trabalhado e escurecido.

Modelo médio 40cm, fornilho de osso em cor natural trabalhado à mão.

Modelo grande 50cm, cor natural ou escurecida, com fornilho de osso grande.

Modelo pequeno 15cm.Fornilho pequeno de osso, arredondado ou em forma de flecha.

Modelo pequeno 15 a 20 cm fornilho médio de osso trabalhado.

Entre em contato para consultar valores e fazer sua encomenda.

Maracas

Maracas ou chocalhos são utilizados em diversas culturas nativas com a finalidade de celebração, cura e para chamar determinadas energias ou espíritos.
[Clique na foto para ver maior]



Maraca entalhada e queimada, decorada com penas naturais

Alce Negro e o Cachimbo

Há uma história de como o cachimbo primeiro veio a nós. Faz muito tempo atrás, dizem, dois caçadores estavam fora procurando por bisões; e quando chegaram ao topo de uma alta colina e olharam para o norte, viram algo surgindo a uma grande distância e quando chegou mais perto gritaram, "É uma mulher!", e era. Então um dos caçadores, sendo estúpido, teve maus pensamentos e os falou; mas o outro disse: "Esta é uma mulher sagrada; jogue fora todos os maus pensamentos". Quando chegou ainda mais perto, eles viram que ela usava um fino vestido de pele de gamo, que seu cabelo era muito longo e que ela era jovem e muito bela. E ela sabia seus pensamentos e disse em uma voz que era como um canto: "Vós não me conheceis, mas se quereis fazer como pensais, podeis vir". E o estúpido foi; mas assim que parou diante dela, fez-se uma nuvem branca que veio e os cobriu. E a bela e jovem mulher saiu da nuvem, que quando se dissipou o homem estúpido era um esqueleto coberto de vermes.

Então a mulher falou ao que não era estúpido: "Tu deves ir para casa e dizer a teu povo que eu estou chegando e que uma grande tenda deve ser construída para mim no centro da nação". E o homem, que estava bastante amedrontado, foi rápido e disse ao povo, que fez logo o que foi mandado; e lá ao redor da grande tenda esperaram pela mulher sagrada. E depois de um tempo ela veio, muito bela e cantando, e enquanto entrava na tenda eis o que cantava:

"Com respiração visível estou andando.
Uma voz estou mandando enquanto ando.
De maneira sagrada estou andando.
Com pegadas visíveis estou andando.
De maneira sagrada eu ando."

E conforme cantava, vinha de sua boca uma nuvem branca que era boa de cheirar. Então deu algo ao chefe, e era um cachimbo com um vitelo de bisão entalhado de um lado para significar a terra que nos sustenta e alimenta, e com doze penas de águia pendurados na haste para representar o céu e as doze luas, e estavam amarrados com uma erva que nunca rompe. "Olhai!" ela disse. "Com isto vós podeis multiplicar-vos e serdes uma boa nação. Nada além do bem poderá vir dele. Apenas as mãos dos bons devem cuidar dele e os maus não devem sequer vê-lo". Então ela cantou novamente e saiu da tenda; e enquanto o povo assistia a sua partida repentinamente era um bisão branco galopando e bufando, e breve partiu.

Isto eles dizem, e se aconteceu assim ou não eu não sei; mas se pensares sobre isto, poderás ver que é verdade.

Agora eu acendo o cachimbo, e depois que eu o ofereça aos poderes que são Um Poder, e mande minha voz para eles, poderemos fumar juntos. Oferecendo a pitada antes de tudo para o Um sobre nós -- então -- mando minha voz:

He he! He he! He he! He he!

Avô, Grande Espírito, vós exististe sempre, e antes de vós ninguém existiu. Não há nenhum outro para louvar que vós. Vós próprio, tudo o que vedes, tudo o que foi feito por vós. As nações das estrelas por todo o universo vós as terminastes. Os quatro quadrantes da terra vós terminastes. O dia, e nesse dia, tudo o que há, vós terminastes. Avô, Grande Espírito, inclinai-vos perto da terra para ouvir a voz que mando. Vós para onde o sol se põe, olhai-me; Seres do Trovão, olhai-me! Vós onde o Gigante Branco vive em poder, olhai-me! Vós onde o sol brilha continuamente, de onde vêm a estrela da alvorada e o dia, olhai-me! Vós nas profundezas dos céus, uma águia de poder, olhai! E vós, Mãe Terra, a única Mãe, vós que mostrastes mercê por vossas crianças!

Ouvi-me, quatro quadrantes do mundo -- um parente sou! Dai-me a força para caminhar sobre a terra macia, um parente de tudo o que existe! Dai-me os olhos para ver e a força para entender, que eu possa ser como vós. Unicamente com vosso poder posso encarar os ventos.

Grande Espírito, Grande Espírito, meu Avô, por sobre toda a terra as faces dos seres viventes são todas semelhantes. Com carinho surgiram do solo. Olhai sobre estas faces de crianças sem número e com crianças em seus braços, e que possam encarar os ventos e trilhar o bom caminho e o dia da tranqüilidade.

Esta é a minha reza; ouvi-me!

A voz que mandei é fraca, mas com seriedade mandei. Ouvi-me!

E é assim. Hetchetu yelo!

Agora, meu amigo. Fumemos juntos o cachimbo para que haja somente o bem entre nós.

Hehaka Sapa (Alce Negro) - Oglala Sioux

O Trovão

Foi dito, com justiça, que a primeira manifestação aparece no trovão e a última, no silêncio.

É impossível assimilar a voz do silêncio sem a manifestação do trovão, tão mais difícil e fatigante que o trovão ela é.

Mas a Existência Onipresente está no silêncio e, inevitavelmente, depois do trovão, chegamos ao silêncio. Mas há silêncio para o espírito que ouviu o nascimento do som? Como poderia a Matéria Matrix não ressoar e não resplandecer?

Já é bastante sabido que só se pode abrir um vaso bem fechado quebrando-o ou fazendo soar um ritmo sutilíssimo. Do mesmo modo, em outras manifestações da matéria, é necessário acostumar-se a não esperar fenômenos que sejam como o andar dos elefantes, mas a perceber até mesmo o vôo de uma borboleta. Isto não é fácil de aprender, pois a vida é cheia de golpes de martelo. As energias sutis não são aceitas para uso cotidiano. E quanto mais longe vai a humanidade, mais grosseiramente ela aplica as conquistas das forças inferiores. Na vida, pode-se purificar as energias sutis.

29 agosto 2006

Tabaco

Planta mestra, utilizada com fins rituais e curativos pelos nativos das Américas. Conhecida também pelo nome de Samah, Semma, Kinikinik, ou salgueiro vermelho. Os nativos a fumam em uma pipa sagrada, mascam ou utilizam suas folhas para cura de feridas e outros fins. Regula a energia, purgativo, enxaqueca, repelente. Para proteção e para conexão com o Grande Espírito. O contato com o espírito mestre desta planta nos trás sabedoria e nos ensina a cura. É também utilizado como oferenda. Atenção, a fumaça do tabaco nunca é tragada.

Fonte: www.terramistica.com.br

O Cachimbo Sagrado

Desde o momento em que a Grande Mulher Novilha de Búfalo Branco apareceu à Nação Sioux, o Cachimbo vem sendo considerado uma Cura Sagrada, partilhada entre os Irmãos e Irmãs da América Nativa.

Trata-se de uma forma de oração, que nos permite falar a verdade e curar relacionamentos feridos ou rompidos.Nós recebemos o Cachimbo para poder enviar nossas preces e manifestar nossa gratidão ao Grande Mistério e para simbolizar a Paz entre todas as Nações, Tribos e Clãs.

O fornilho do Cachimbo representa o aspecto feminino de todas as coisas vivas e o tubo é o símbolo do aspecto masculino em todas as formas de vida. O simples ato de colocar o tubo no fornilho simboliza união, criação e fertilidade.

Quando o Cachimbo está abastecido, cada pitada de Tabaco é abençoada, assim como cada ramo de Nossos Parentes é convidado a entrar no Cachimbo na forma de espírito para poder ser honrado e fumado. Honramos a Mãe Terra, o Pai Céu, o Avô Sol, a Avó Lua, as Quatro Direções, o Povo-em-pé (árvores), O Povo de Pedra, os seres de asas, os seres de barbatanas, os de quatro patas (animais), os rastejantes (insetos) a Grande Nação das Estrelas, Os irmãos e Irmãos do Céu, os povos subterrâneos, os seres do Trovão, os Quatro Espíritos principais (Ar, Terra, Água e Fogo) e todos os seres de Duas Pernas da família humana.

Ao fumar o Cachimbo, é de suprema importância que cada pitada de tabaco colocada no fornilho seja fumada. Cada floco de tabaco assumiu um espírito em seu corpo e é honrado como sendo a essência de Todos os Nossos Parentes em sua forma. Se o fogo, que é parte da Eterna Chama da Vida, não toca nem incendeia o tabaco, o espírito que está lá dentro não pode ser libertado em fumaça. Se a fumaça não é aspirada pelo corpo, os espíritos de Nossos Parentes e de nossos Ancestrais não podem entrar em comunhão conosco. Esvaziar um fornilho que não foi totalmente fumado é cometer um grave erro e desonra os espíritos que vieram fumar conosco.

O uso irresponsável do Cachimbo Sagrado pode prejudicar a boa vontade dos espíritos em vir nos assistir na nossa busca de unidade.A fumaça que sai do Cachimbo representa prece visualizada e nos lembra do espírito presente em todas as coisas. Compreendemos que toda a vida provém do Grande Mistério e retornará a essa fonte original. Graças a essa compreensão. Graças a essa compreensão, sabemos que estamos todos juntos seguindo o mesmo trajeto, caminhando juntos em cada parte do Elo Sagrado ou da Roda da Vida.

Toda vez que partilhamos o mesmo Cachimbo descobrimos a união com Todos os Nossos Parentes. A essência de toda criatura viva penetra em nós quando a fumamos e passamos a carregar seus espíritos dentro de nossos corpos. Somos lembrados de que a harmonia é alcançada através da união sagrada com todos os seres que nos cercam. Nunca pensamos que o espírito de qualquer forma de vida possa estar fora de nós mesmos, já que através do Cachimbo pedimos a eles que entrem em nosso Ser e dividam nosso próprio Espaço Sagrado e nossa experiência de vida.

Os aspectos do ensinamento do Cachimbo que simbolizam a Paz são multifacetados. No mundo moderno muitas vezes olhamos para a paz como ausência de guerra, mas a Paz representa muito mais do que isto, dentro do nosso modo nativo de pensar. A paz é um modo de agir, saber, criar, ouvir, falar e viver. Em todas as circunstâncias a paz vem do interior de nosso próprio Ser.

Essa paz resulta do equilíbrio de reconhecer e honrar as polaridades macho/fêmea, ensino/aprendizagem, humildade/orgulho e todos os outros aspectos do viver em harmonia. Não é algo que possa ser pesado, exceto pelo nosso próprio Ser. Se tivesse que haver uma medida, ela seria determinada pela capacidade do coração de permanecer aberto, sereno e livre de receios.

Nota: (Extraído de Cartas do Caminho Sagrado – de Jamie Sams.)